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Glossário
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Amianto - Forma fibrosa dos silicatos minerais pertencentes às famílias da serpentina, cujo mineral fibroso é a crisotila (amianto branco).

Afecções benignas da pleura – A exposição às fibras de amianto pode causar algumas alterações de pleura como o espessamento de algumas áreas, derrames ou placas pleurais. São consideradas benignas porque raramente provocam alguma deficiência pulmonar, sendo interpretadas apenas como um sinal de exposição ao amianto. Não há relação com disfunções ou doenças pulmonares, como a asbestose e o câncer.

Asbestose – É uma doença pulmonar relacionada com a prolongada inalação de poeira contendo alta concentração de fibras de amianto. É similar a silicose, causada pela exposição à sílica. Quando as fibras alojam-se nos alvéolos pulmonares, o organismo – para se defender - produz uma proteína semelhante ao cimento, cicatrizando o alvéolo e impedindo que se encha de ar. Esse processo, repetindo-se intensamente ao longo dos anos, pode deixar o pulmão fibrosado e sem elasticidade, trazendo dificuldades respiratórias. O período médio para o surgimento da doença é de 15 anos. A pessoa com asbestose não pode, simultaneamente, desenvolver a silicose.

 

Fontes:
- Manual de normas de conduta para o Uso Controlado do Amianto – UCA;
- Scliar, Cláudio. Amianto, mineral mágico ou maldito? CDI – Centro de Documentação e Informação LTDA, 1998;
- O amianto no Brasil, ABRA – Associação Brasileira do Amianto, 1997 e Instituto de Defesa do Patrimônio Nacional (IDPN).

Biopersistência – É o tempo que uma partícula inalada permanece no pulmão antes de ser eliminada por qualquer dos mecanismos de defesa do organismo. É um conceito recente e define que, para provocar dano pulmonar, a fibra precisa ter capacidade de penetração e de durabilidade nos alvéolos.

As fibras retas, duras e pontiagudas, como os afibólios, penetram com mais facilidade no tecido pulmonar. Já as fibras do crisotila são curvas e sem pontas, podendo ser digeridas pelas células de defesa do pulmão. Portanto, têm menor poder de penetração nos alvéolos e são rapidamente eliminadas pelo aparelho respiratório.

Biopersistência dos anfibólios: 465 dias.
Biopersistência do crisotila: entre 3 a 10 dias.
Biopersistência do crisotila brasileiro: entre de 1,3 e 2,4 dias.

Fontes:
- Manual de normas de conduta para o Uso Controlado do Amianto – UCA;
- Scliar, Cláudio. Amianto, mineral mágico ou maldito? CDI – Centro de Documentação e Informação LTDA, 1998;
- O amianto no Brasil, ABRA – Associação Brasileira do Amianto, 1997 e Instituto de Defesa do Patrimônio Nacional (IDPN).

Câncer de pulmão – Do início da exposição às fibras de amianto até o surgimento do câncer, passam-se, em média 20 anos. Estudos indicam que o risco desse câncer é maior entre fumantes e novas pesquisas mostram que ele parece restrito aos trabalhadores com evidência radiológica de asbestose.

Crisotila - Conhecido como amianto branco, pertence ao grupo dos serpentinitos e apresenta-se em forma de fibras flexíveis, finas e sedosas, com comprimento variando entre menos de 1 mm a 10 mm. As fibras do crisotila resistem ao calor e caracterizam-se por serem facilmente tecidas. Em temperaturas acima de 800ºC, o crisotila sofre decomposição térmica, transformando-se em um mineral chamado de fosterita.

Concentração - Um conceito usado no mundo inteiro é o de LT - Limite de Tolerância. Segundo a Conferência Americana dos Higienistas Industriais Governamentais – ACGIH, o Limite de Tolerância significa "a concentração para uma jornada de 8h/dia, 40h/semana, à qual aproximadamente todos os trabalhadores podem ser expostos repetidamente, dia após dia, sem efeitos adversos". A partir desse conceito estabeleceram-se os limites hoje em vigor para o amianto e outras substâncias.

 

Fontes:
- Manual de normas de conduta para o Uso Controlado do Amianto – UCA;
- Scliar, Cláudio. Amianto, mineral mágico ou maldito? CDI – Centro de Documentação e Informação LTDA, 1998;
- O amianto no Brasil, ABRA – Associação Brasileira do Amianto, 1997 e Instituto de Defesa do Patrimônio Nacional (IDPN).

Despoeiramento – Trata-se de um conjunto complexo de medidas para o controle da poeira no local em que é gerada. Envolve coifas para captação, tubulações, ventiladores e filtros.

Dose, dimensão e durabilidade (3 Ds) – Estudos mostram que o potencial de uma substância para produzir dano, como fibrose e especialmente câncer, depende das seguintes condições:

quantidade que atinge o pulmão;
biopersistência;
dimensão.
As fibras de grande comprimento e de pequeno diâmetro, como os anfibólios, têm maior potencial cancerígeno.

Fontes:
- Manual de normas de conduta para o Uso Controlado do Amianto – UCA;
- Scliar, Cláudio. Amianto, mineral mágico ou maldito? CDI – Centro de Documentação e Informação LTDA, 1998;
- O amianto no Brasil, ABRA – Associação Brasileira do Amianto, 1997 e Instituto de Defesa do Patrimônio Nacional (IDPN).

Efeito dose-resposta - O químico Lavoisier afirmava, no século XVIII, que "toda substância pode ser um veneno, dependendo da dose e da via de penetração no corpo". A água, que é essencial à vida, pode matar por afogamento se entrar no pulmão. Igualmente, o remédio que fortalece o coração pode ser fatal se a dose for excessiva. Assim, as substâncias terão certos efeitos e poderão provocar determinadas doenças dependendo da dose que o organismo recebe e do tempo de exposição. No caso específico do crisotila, aceita-se atualmente que concentrações inferiores a 1 fibra/ml são inofensivas ao ser humano.

Estudos epidemiológicos - São os mais importantes trabalhos médico-científicos para a avaliação de doenças que podem afetar um grande número de pessoas.
Quanto maior o número de pessoas estudadas, e mais longo o período de observação das mesmas, mais fundamentados serão os resultados. É necessário que estudos similares sejam efetuados por cientistas em todo o mundo. A soma desses fatores é que vai dar segurança e credibilidade às conclusões.

Exposição ao amianto – Significa exposição a fibras de amianto respiráveis em suspensão no ar do ambiente de trabalho.

 

Fontes:
- Manual de normas de conduta para o Uso Controlado do Amianto – UCA;
- Scliar, Cláudio. Amianto, mineral mágico ou maldito? CDI – Centro de Documentação e Informação LTDA, 1998;
- O amianto no Brasil, ABRA – Associação Brasileira do Amianto, 1997 e Instituto de Defesa do Patrimônio Nacional (IDPN).

Fibra de amianto respirável – São partículas de amianto com as seguintes carecterísticas:

Comprimento: maiores que 5 micras
Diâmetro: diâmetro menor que 3 micras
Relação comprimento / diâmetro: igual ou superior a 3:1

Fontes:
- Manual de normas de conduta para o Uso Controlado do Amianto – UCA;
- Scliar, Cláudio. Amianto, mineral mágico ou maldito? CDI – Centro de Documentação e Informação LTDA, 1998;
- O amianto no Brasil, ABRA – Associação Brasileira do Amianto, 1997 e Instituto de Defesa do Patrimônio Nacional (IDPN).

Mesotelioma – É uma forma muito rara de tumor maligno que se desenvolve no mesotélio, a membrana que envolve o pulmão, o abdômen e seus órgãos. A relação desse tipo de câncer com o amianto foi observada em 1960 em mineiros de amianto azul na África do Sul. O período médio para o aparecimento da doença, desde o início da exposição, é de 30 a 40 anos. Não tem relação com o hábito de fumar.
As fibras que representam maior risco para esse tipo de câncer são longas, finas e com biopersistência alta. Essas características são comuns aos anfibólios. Isso explica porque a imensa maioria dos mesoteliomas observados nas pesquisas está relacionada com a exposição ao amianto azul ou marrom. São raríssimos os casos resultantes da exposição exclusiva a crisotila. O mesotelioma não é uma doença que surge exclusivamente em pessoas que trabalham em atividades relacionadas ao amianto.

Fontes:
- Manual de normas de conduta para o Uso Controlado do Amianto – UCA;
- Scliar, Cláudio. Amianto, mineral mágico ou maldito? CDI – Centro de Documentação e Informação LTDA, 1998;
- O amianto no Brasil, ABRA – Associação Brasileira do Amianto, 1997 e Instituto de Defesa do Patrimônio Nacional (IDPN).

Poeira de amianto – Partículas de amianto em suspensão no ar ou partículas depositadas suscetíveis de transformar-se em poeira em suspensão no ar nos locais de trabalho.

Fontes:
- Manual de normas de conduta para o Uso Controlado do Amianto – UCA;
- Scliar, Cláudio. Amianto, mineral mágico ou maldito? CDI – Centro de Documentação e Informação LTDA, 1998;
- O amianto no Brasil, ABRA – Associação Brasileira do Amianto, 1997 e Instituto de Defesa do Patrimônio Nacional (IDPN).

Resíduos – Todo material resultante do processamento da matéria-prima e que, por sua qualidade ou condição, não é transformado em produto.

Fontes:
- Manual de normas de conduta para o Uso Controlado do Amianto – UCA;
- Scliar, Cláudio. Amianto, mineral mágico ou maldito? CDI – Centro de Documentação e Informação LTDA, 1998;
- O amianto no Brasil, ABRA – Associação Brasileira do Amianto, 1997 e Instituto de Defesa do Patrimônio Nacional (IDPN).

Sensibilidade individual – É um conjunto de fatores, ainda pouco conhecidos, que determinam a maior ou menor suscetibilidade de algumas pessoas.

Fontes:
- Manual de normas de conduta para o Uso Controlado do Amianto – UCA;
- Scliar, Cláudio. Amianto, mineral mágico ou maldito? CDI – Centro de Documentação e Informação LTDA, 1998;
- O amianto no Brasil, ABRA – Associação Brasileira do Amianto, 1997 e Instituto de Defesa do Patrimônio Nacional (IDPN).

Tamanho das fibras – Podem ser nocivas as fibras muito pequenas, invisíveis aos olhos, com 5 a 200µm de comprimento e menos de 3µm de diâmetro, conhecidas como "fibras respiráveis". Por suas dimensões, são suficientemente pequenas para penetrar e permanecer nos alvéolos pulmonares.

Tempo de exposição – Trata-se do período que uma pessoa permanece em contato com o amianto. As doenças relacionadas com as fibras do mineral são todas de instalação lenta, surgindo, em média, após um período que varia de 15 a 40 anos de exposição.

Fontes:
- Manual de normas de conduta para o Uso Controlado do Amianto – UCA;
- Scliar, Cláudio. Amianto, mineral mágico ou maldito? CDI – Centro de Documentação e Informação LTDA, 1998;
- O amianto no Brasil, ABRA – Associação Brasileira do Amianto, 1997 e Instituto de Defesa do Patrimônio Nacional (IDPN).

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