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O Amianto
O que é?

Amianto. [Do gr. Amíantos, 'amianto, pedra incorruptível', pelo lat. Amiantu 'puro, sem mácula']

O amianto é um mineral natural encontrado em 2/3 da crosta terreestre. No Brasil, existe em abundância e com alto grau de pureza. São mais de 30 variedades, mas somente seis são utilizadas comercialmente, em mais de 3 mil produtos.

Formação do amianto:

Acredita-se que o amianto foi formado na Pré-História, numa fase secundária da formação da crosta terrestre. Nesse período, foi alterado física e quimicamente pela pressão, pelo calor e pela água que lentamente infiltrava na superfície das rochas. Associada ao magnésio e à sílica, a água transformou a rocha hospedeira no que se chama de serpentinito mineral, que cristalizou-se nas fendas da rocha-mãe, formando veios de fibras paralelas, com 1 a 40 mm de comprimento.

Veja abaixo algumas curiosidades sobre a utilização do amianto:

Objetos cerâmicos reforçados com amianto foram encontrados na Finlândia. Ou seja: o homem primitivo já conhecia o amianto e havia aprendido a misturá-lo à argila para obter panelas e outros utensílios mais duráveis e resistentes ao fogo.

Historiadores como Plínio e Plutarco mencionavam uma substância que não queimava e que era usada por gregos e romanos em mechas e pavios para lamparinas. Romanos e vikings também descobriram, nos Alpes europeus, depósitos de um mineral "mágico", que podia ser fiado e tecido.

Carlos Magno, Imperador do Sacro Império Romano, costumava surpreender seus convidados atirando ao fogo as toalhas usadas durante os banquetes que, depois, eram recolhidas intactas.

Marco Pólo relatou maravilhado que, em suas viagens pelo Extremo Oriente, viu "panos mágicos" incombustíveis na Sibéria, ao norte do Império de Gengis Khan. Os habitantes "teciam uma roupa indestrutível com um mineral extraído da terra".

As primeiras tentativas de mineração do amianto em escala comercial começaram no final do século XVII, em Nova França, no Canadá. Essas jazidas foram descobertas durante a prospecção de cobre, ouro e ferro.

Em 1862, o amianto foi apresentado em uma exposição pública realizada em Londres. Em 1883, a revista inglesa The Engineer trazia um artigo intitulado "Asbestos e suas aplicações" de autor desconhecido, comentando o uso do amianto no revestimento e no isolamento de caldeiras de máquinas a vapor, introduzidas por John Bell em 1879. Essas máquinas foram depois adotadas pelas marinhas inglesa e alemã.

O amianto foi amplamente utilizado nas décadas de 40 e 50 na América do Norte, Europa, Austrália e Japão como isolante térmico e elemento de proteção contra o fogo. A aplicação era feita por jateamento (spray) de fibras e pó de amianto, principalmente em construções metálicas, em caldeiras, geradores, vagões e cabinas de navios e trens, visando proteger passageiros e instalações dos efeitos de um eventual incêndio. Durante a aplicação, os trabalhadores eram expostos a quantidades excessivas de fibras em suspensão no ar. Nos países citados, o amianto utilizado era o do tipo anfibólio, que está proibido em todo mundo por causa dos malefícios à saúde dos trabalhadores.

No Brasil utilizou-se muito pouco o anfibólio. Os setores de fibrocimento com amianto e de freios sempre consumiram cerca de 80% do amianto utilizado no Brasil, empregando – na maioria das vezes – o do tipo crisotila.

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