O amianto é uma substância quase única no seu conjunto de propriedades. Para substituí-lo, são necessárias várias outras substâncias, que nem sempre são comparáveis aos benefícios do amianto:
Há também a dificuldade técnica do desempenho do substituto, especialmente em aplicações como freios de veículos pesados (caminhões e trens), coberturas de fibrocimento, e sistemas de vedação e isolamento na indústria aeroespacial. Até hoje, nesses usos nenhum outro produto ofereceu a eficiência e a segurança do amianto crisotila.
Pesquisas médicas indicam que os possíveis malefícios do amianto sobre a saúde são comuns à maioria das demais fibras. Ou seja, em dimensões e doses suficientes, as fibras alternativas podem ter efeitos nocivos semelhantes no tecido pulmonar. Porém, enquanto o amianto tem sido estudado exaustivamente há mais de 100 anos, conhecendo-se bem seus efeitos sobre a saúde dos trabalhadores, as demais fibras são de uso mais recente (10 a 20 anos). Por isso, será necessário um período mais longo para que sua ação a longo prazo (30 a 50 anos) seja conhecida.
Considerando esses aspectos, a Organização Mundial de Saúde publicou, em conjunto com a OIT - Organização Internacional do Trabalho e a ONU - Organização das Nações Unidas, a Critéria de Saúde Ambiental 151, no qual recomenda: "Todas as fibras respiráveis biopersistentes devem ser testadas quanto à toxidade e à carcinogênese. Exposições a essas fibras devem ser controladas da mesma maneira que para o amianto". Ou seja, produtos substitutos, como a erionita, podem ter riscos semelhantes ou maiores do que os do amianto.
Para saber mais, leia a Análise Comparativa do Ciclo de Vida de Fibrocimento AT e NT, realizada em 2004 pelo Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial (INETI) de Portugal. O estudo avalia os impactos ambientais e custos, desde a produção de produtos de fibrocimento até a revenda do material pronto, dentro das normas da ISO 14040 de Ecoeficiência.
O processo industrial substitutivo que está sendo utilizado no Brasil utiliza grande quantidade de celulose pura, o que significa um enorme impacto ambiental provocado pela extração de árvores. E, por não ser uma fibra natural, não é biodegradável e tem durabilidade 50% menor que os produtos com o amianto crisotila. Ou seja, a adoção deste produto signfica aterros duas vezes mais cheios.