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O Amianto
Tipos de Amianto

Há dois grupos importantes de rochas amiantíferas: as crisotilas e os anfibólios. Ambas têm propriedades semelhantes, mas são distintas tanto nas aplicações como nos riscos à saúde.


Silicato hidratado de magnésio, também chamado de "serpentina", "amianto branco" ou "crisotila", não oferece risco mensurável à saúde humana em níveis de exposição inferiores a 1fibra/ml*. A estrutura fibrosa do crisotila é flexível, fina e sedosa sendo rapidamente eliminada pelo sistema respiratório. Geralmente ocorre associado a rochas ultramórficas (dunito, periododito, serpentinito) e podem formar jazidas de grande porte, com reservas da ordem de milhões de toneladas.

Em temperaturas acima de 800ºC o amianto crisotila sofre decomposição térmica, transformando-se em forsterita. Esse fenômeno tem grande importância, pois a forsterita não é fibrosa, sendo inócua à saúde humana. Estudos de biopersistência do amianto crisotila (tempo de permanência da fibra nos pulmões) evidenciam o fato do produto ter baixo potencial de toxicidade porque o núcleo de sua molécula é composto de magnésio, o que a torna biossolúvel. Esses dados foram confirmados pelo renomado médico toxicologista suíço, Dr. David Bernstein. Em seus estudos, o pesquisador demonstrou que a biopersistência média do crisotila brasileiro é de 1,3 a 2,4 dias no tecido pulmonar, muito inferior à biopersistência de outras fibras industriais.

Composição química: 3MgOSiO2H2O
Alta Concentração de Magnésio

* "Uma revisão da evidência recentemente publicada sobre riscos à saúde associados com tipo de fibra de amianto", de Jacques Dunnigan (PHD – Canadá – janeiro/99)

 

São muito comuns na natureza e ocorrem associados a várias rochas. As fibras dos anfibólios propagam mais facilmente no ar, são rígidas e eliminadas com dificuldade pelo sistema respiratório. Os anfibólios são fibras duras, retas e pontiagudas. Muito utilizados até os anos 70, atualmente estão proibidos, devido a seus efeitos sobre a saúde. Apesar de encontrado com facilidade este tipo de fibra não forma grandes jazidas e encontra-se proibido no mercado. Agrupam-se em cinco variedades principais:

Actinolita

Silicato hidratado de ferro, magnésio e cálcio: na esfera comercial é quase desconhecida, por causa da escassez de ocorrências na forma fibrosa. As fibras são comumente quebradiças, estando presentes em pequena quantidade nos depósitos de amosita.

Amosita (amianto marrom)

Silicato hidratado de ferro e magnésio: variedade fibrosa da grunerita-cummingtonita. O nome amosita é formado a partir das letras iniciais da empresa Asbestos Mines of South África. Esse amianto marrom apresenta fibras brilhantes e retas, com excelente resistência térmica e mecânica, além de acentuada elasticidade. As principais minas se encontram na África do Sul.


Antofilita

Silicato hidratado de ferro e magnésio: as fibras são normalmente fracas, curtas, apresentando alta resistência ao calor, aos ácidos e às substâncias químicas em geral, aparecendo nas minas de talco como mineral acessório. Os principais depósitos se encontram na Finlândia e no Brasil (Jiramataia/Alagoas).


Crocidolita (amianto azul)

Silicato hidratado de ferro e sódio: variedade fibrosa da riebeckita, também conhecida como amianto azul, apresenta fibras retas e longas, cor azul intensa, baixa fusibilidade e alta resistência aos ácidos. Junto com a amosita é o anfibólio comercialmente considerado de melhor qualidade. Os principais depósitos se encontram na África do Sul e Austrália.


Tremolita

Silicato hidratado de ferro, magnésio e cálcio: São fibras longas e sedosas com pouca resistência à tração. São encontradas nos depósitos de crisotila, talco e dos outros minerais fibrosos de anfibólio. Seu valor comercial é pequeno, com exceção da tremolita italiana.

Composição química: Na2OFe2O3OSiO2
Alta Concentração de Ferro

Fontes:
- Scliar, Cláudio. Amianto, mineral mágico ou maldito? CDI – Centro de Documentação e Informação LTDA, 1998.
- Amianto, muito além de saúde pública, Governo de Goiás.

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