|
O uso controlado e responsável do amianto crisotila, aplicado no Brasil, garante total controle da emissão de fibras do mineral no ar, durante os processos de extração do mineral, produção e aplicação de materiais que usam o amianto crisotila como matéria-prima. O uso controlado inclui ainda análises, inspeção e fiscalização contínuas feitas pela empresa, pelo trabalhador e pelo governo, além de acordos firmados entre eles.
O Acordo Tripartite, homologado com representantes do governo, dos trabalhadores e empresários da mina de Cana Brava e das fábricas de fibrocimento, resultou em leis rigorosas, acordos coletivos avançados e medidas de controle de alta tecnologia e eficiência.
Veja abaixo como é feita a avaliação do ambiente de trabalho e as medidas de segurança adotadas pelas indústrias:
Avaliação do ambiente de trabalho: medida indispensável dentro do uso controlado do amianto crisotila.
O acompanhamento rigoroso do número de fibras por centímetro cúbico permite:
- o conhecimento da concentração de fibras no ambiente de trabalho;
- a avaliação das condições de trabalho;
- a avaliação da eficiência do sistema de despoeiramento já instalado e das medidas de controle implantadas;
- a detecção de anormalidades no sistema, possibilitando uma manutenção preventiva.
Como é feita a coleta do ar:
No caso do amianto crisotila, o ar do ambiente de trabalho é coletado com o auxílio de bombas especiais de sucção dotadas de filtros de membrana. A análise é feita através de um microscópio, que aumenta a imagem em até 500 vezes. Os resultados são expressos em fibras por unidade de volume de ar - no Brasil, a unidade adotada é f/cm3 (fibras por centímetro cúbico).
Fora das áreas de trabalho, a avaliação das fibras no meio ambiente possui técnicas diferentes e muito complexas, uma vez que as concentrações são muito menores - expressas em fibras/litro de ar - o que corresponde à milésima parte da concentração adotada no nível ocupacional.
Medidas adotadas pelas indústrias que utilizam o amianto crisotila como matéria-prima:
- Despoeiramento: conjunto complexo de medidas para o controle da poeira, no local em que é gerada. Envolve coifas para captação, tubulações, ventiladores e filtros.
- Recorte de telhas em cabine enclausurada: a operação de recorte de telhas de fibrocimento de amianto crisotila é feita sem qualquer exposição do operador. As normas de uso permanecem visíveis junto ao painel.
- Moinho de cacos (filler) nas fábricas: todo resíduo de fibrocimento retorna ao processo produtivo no denominado "ciclo de rejeito zero". Assim, é recuperado e reciclado de forma total.
- Treinamento e proteção individual: o trabalhador é orientado sobre os riscos da operação e demais medidas para seu controle. Isso inclui o uso dos equipamentos de proteção adequados, como uniformes e máscaras de proteção respiratória para poeiras, quando necessárias.
- Armazenamento e distribuição: o amianto crisotila é embalado na mineradora em sacos de ráfia resistentes. As embalagens são paletizadas e, em seguida, recobertas com um plástico termorretrátil para protegê-las. Este procedimento facilita a movimentação mecânica por meio de empilhadeiras e carregadeiras. Os sacos de ráfia que embalam o amianto são incorporados aos produtos na grande maioria das empresas e na totalidade das indústrias de fibrocimento.
- Limpeza das instalações industriais: a limpeza das estruturas e máquinas pode ser feita a úmido ou por aspiração, utilizando aspiradores de pó portáteis ou mangueiras flexíveis ligadas ao sistema central de exaustão. As áreas industriais são limpas com varredeiras mecânicas, evitando a geração de poeira. Um programa de limpeza, adequado a cada fábrica e setor, orientará o tipo, a periodicidade e os responsáveis.
- Moldagem de pequenas peças (cumeeiras): a operação é feita a úmido. O recorte sobre bandejas evita sujar o chão.
|