|
A humanidade convive com inúmeros materiais essenciais, que sob certas condições podem ser lesivos à saúde ou à vida, como o gás de cozinha e a radiação. Só o desenvolvimento do controle dos riscos permite a manutenção de seu uso e o aproveitamento de seus benefícios para a sociedade, contribuindo para o bem-estar do homem.
O Amianto: objeto de estudos há mais de cem anos
O amianto é uma fibra natural conhecida tanto por suas utilidades quanto por seus riscos à saúde. Dados antigos propunham a proibição do amianto com base nos seguintes argumentos:
- alto risco para os trabalhadores da indústria do amianto;
- risco potencial para os consumidores/usuários dos produtos derivados;
- produtos substitutos poderiam oferecer menor risco à saúde.
Estudos recentes refutam essas alegações, por razões objetivas:
- as indústrias se modernizaram;
- os amiantos do tipo anfibólio (prejudiciais à saúde) estão proibidos atualmente em todo o mundo;
- os produtos friáveis e as aplicações de difícil controle estão sendo eliminadas;
- a tecnologia de controle da poeira nas minas e nas fábricas torna o ambiente totalmente seguro para o trabalhador.
A principal preocupação em todo o processo da indústria mineral está no controle das poeiras possíveis de serem geradas no decorrer da quebra, trituração e separação das rochas minerais. Invisíveis a olho nu, as partículas finas suspensas no ar podem gerar comprometimentos pulmonares.
Mas hoje, com base em informações técnico-científicas, os riscos do crisotila não constituem uma questão de saúde pública, mas de saúde ocupacional, necessitando do controle de seu aproveitamento. Os padrões de exposição ao minério estão legalizados e o governo federal é responsável por fiscalizar o cumprimento das normas de uso controlado.
|