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Programa Setorial de Qualidade Crisotila
O Programa Setorial de Qualidade Crisotila, o PSQ, começou a ser realizado pelo Instituto Brasileiro do Crisotila em fevereiro de 2005.
O PSQ gera conceitos e instrumentos aplicáveis a toda a cadeia produtiva e está aberto às empresas que tenham envolvimento direto com processamento, distribuição, transporte, estocagem, utilização e tratamento/disposição de produtos contendo amianto crisotila.
- Organizar um sistema de gestão do uso controlado do amianto crisotila, com padrões de certificação ISO.
- Sistematizar e ampliar um processo de gestão, que já é aplicado desde os anos 80 em vários setores da cadeia produtiva do mineral
As diretrizes do PSQ representam o compromisso das empresas em:
- implementar o PSQ segundo o Plano de Gestão, específico e individual de cada empresa;
- desenvolver sua atividade empresarial sempre em conformidade com os requisitos legais aplicáveis, outros requisitos e acordos vigentes;
- a melhoria contínua nos processos operacionais.
As diretrizes para a implantação do PSQ foram estabelecidas durante uma reunião dos sócios do Crisotila Brasil, realizada no dia 19 de maio em São Paulo. Quatro comitês fizeram parte dos grupos de trabalho: Comitê de Segurança de Processos, Transporte e Distribuição, Comitê de Saúde e Segurança do Trabalhador, Comitê de Diálogo com a Comunidade e Comitê de Gerenciamento de Resíduos.
O programa utiliza como base um manual de gestão onde estão estabelecidos todos os procedimentos que devem ser seguidos pelas empresas participantes do programa. O manual é composto por 13 itens principais, que se constituem em requisitos a serem implementados nas empresas.
Constituição do Manual de acordo com seus níveis

O Crisotila Brasil encerrou a primeira etapa das auditorias no mês de dezembro de 2005, com visitas a todas as empresas participantes do programa. Com a conclusão dessa etapa, serão implementados o novo sistema de gestão do uso controlado do amianto crisotila e as melhorias indicadas nas auditorias. O sistema contará com a participação dos colaboradores das fábricas por meio de uma equipe interna de auditores.
Após a ativação do sistema unificado, uma nova auditoria será realizada para verificação da implantação das melhorias. Ao final de todo o processo de verificação, o Instituto Brasileiro do Crisotila emitirá um Certificado de Qualidade do Sistema, garantindo que a empresa faz o uso controlado e responsável do amianto crisotila com excelência em todos os processos.
No dia 21 de junho de 2005, todas as empresas sócias do Instituto Brasileiro do Crisotila assinaram a renovação do "Acordo Nacional do Uso Controlado e Responsável do Amianto Crisotila", comprometendo-se a implantar as adequações necessárias, além de garantir a melhoria nos processos de trabalho buscando sempre garantir a saúde do trabalhador.
O documento foi assinado pelas seguintes representantes:
Representantes dos trabalhadores:
- José Sebastião dos Santos, secretário geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias (CNTI);
- Emílio Alves Ferreira Júnior, coordenador nacional da Comissão Nacional dos Trabalhadores do Amianto (CNTA).
Representante dos empresários:
- Rui Inocêncio, gerente de desenvolvimento da Imbralit.
Firmado há 16 anos entre as partes, o acordo é renovado a cada dois anos quando, espontaneamente, são ampliadas as formas de parceria entre trabalhadores e empresários em prol do uso controlado e responsável do amianto crisotila. O acordo é entendido pelo setor produtivo como o credenciamento dos trabalhadores do amianto crisotila como legítimos responsáveis e fiscais do uso controlado do mineral em suas unidades.
O acordo é composto por:
- cláusulas específicas que definem a relação empregado-empregador;
- medidas de proteção coletivas, como coifas para captação, tubulações, ventiladores, filtros e sistemas de exaustão;
- fornecimento de equipamentos de proteção individual, quando necessários;
- avaliações ambientais, controle médico e de resíduos industriais.
Dispõe ainda sobre as responsabilidades da comissão fiscalizadora do uso controlado e responsável do amianto crisotila e estabelece responsabilidades de todos e penalidades.
Segundo a presidente do Instituto, Marina Júlia de Aquino, empresários e trabalhadores estão assumindo juntos e publicamente as responsabilidades de utilizar o amianto crisotila com segurança, de maneira sistematizada em toda a cadeia produtiva e, acima de tudo, com o compromisso de buscar a melhoria contínua na gestão do mineral.
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